Atualmente a produção gráfica é dividida em três etapas principais: pré-impressão, impressão e acabamento. O processo da pré-impressão é muito importante pois é nele que trabalhamos o fechamento dos arquivos a serem entregues para a impressão final nas máquinas. Por ser esse um assunto muito rico e extenso, iremos abordá-lo de forma mais prática e resumida por meio dos tópicos comentados a seguir:
Resolução
É muito importante enviar seus arquivos para a gráfica com as imagens em escala CMYK de cores e resolução de 300 dpi. O padrão CMYK é o melhor para impressão (além também das cores PANTONE®), e na qualidade das imagens não é recomendado o uso de resolução inferior a 300 dpi. Do contrário as imagens sairão “quadriculadas”, com baixa qualidade, compromentendo o trabalho final.
Cores Chapadas
Nos elementos chapados com 100% de preto, recomenda-se “calçá-lo” (ou seja, usar mais uma cor de base) com pelo menos 30% de ciano. Isso irá garantir uma maior intensidade no tom do preto. Esse "calço" não é necessário quando se usa cores PANTONE® + preto.
Escala Pantone
Ao utilizar cores na escala PANTONE® oberve sempre se a cor solicitada está de acordo com o tipo de papel especificado. A escala PANTONE® com a letra “U” (uncoated), após o código numérico em cada cor, refere-se à impressão em papéis não-revestidos (ex.: papel offset). Já o PANTONE® com a letra "C" (coated), refere-se à impressão em papéis revestidos (ex.: couchê).
Através da tabela denominada “solid to process” é possível obter a combinação em cromia (CMYK) de uma determinada cor PANTONE®. Este recurso oferece uma equiparação cromática aproximada, ou seja, haverá sempre uma variação; já que as cores PANTONE® são muito mais limpas do que as cores obtidas dentro da escala CMYK.
Marcas de Corte
Quando a impressão é finalizada, o trabalho vai para o acabamento de corte e refilamento. Contudo, esse processo de corte já deve ser previsto na pré-impressão e no fechamento dos seus arquivos finais.
Geralmente costuma-se recomendar um espaço para corte de 3 a 5mm. Uma dica importante para você evitar problemas de corte é “sangrar” o layout. Para isto, basta selecionar o vetor ou a imagem utilizada e expandi-los até que ultrapassem as linhas e marcas de corte em 3 a 5mm.
Existe também a possibilidade de você inserir marcas de corte padronizadas utilizando as configurações oferecidas pelo seu programa ou software. Para isto, basta ler o Manual de Instruções do mesmo, buscando pela opção: Definindo Marcas de Corte (Trim Marks ou Document Bleed Settings).
Fontes dos Textos
Outro grande problema no Fechamento de Arquivos é o envio de textos sem a devida indicação da fonte que foi utilizada. O profissional responsável por abrir seu documento na gráfica poderá não ter a mesma fonte instalada no computador. Portanto certifique-se de sempre selecionar todo o texto e convertê-lo em curvas (selecionando a opção Create Outlines). Ou pode também enviar o arquivo da fonte utilizada junto com o PDF final de impressão.
Arquivo Final de Saída
É hora do projeto ser transformado em um único arquivo final com informações necessárias para a saída na impressão, tais como os tipos de cores e fontes que foram utilizadas em seu projeto, por exemplo. A normatização utilizada para artes gráficas é o arquivo salvo em PDF/X-1a.
Fontes de pesquisa: portalchambril , rbpapeis e editora Abril